O Impacto do Casamento nas Famílias

O Impacto do Casamento nas Famílias


Pesquisa britânica afirma que união formal contribui para reduzir separações, além de fatores como idade, renda e escolaridade

Por Patrícia Scott

Um novo estudo realizado no Reino Unido reacendeu o debate sobre o impacto do casamento na estabilidade das famílias. A pesquisa “O Momento Certo do Casamento e da Dissolução da União” afirma que os efeitos positivos da união formal foram subestimados por análises anteriores e que o matrimônio teria uma influência própria na permanência dos casais, além de fatores como renda, escolaridade e idade.

O levantamento, elaborado pela Marriage Foundation em parceria com o Centre for Social Justice, foi baseado na pesquisa de doutorado do Dr. Harry Benson, da Universidade de Bristol. Para Benson, incentivar o casamento por meio de informação e políticas adequadas poderia contribuir para fortalecer famílias e diminuir os impactos sociais e econômicos causados pela separação.

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A investigação revisou análises que apontavam que casais casados permaneciam juntos com maior frequência apenas por apresentarem características como maior estabilidade financeira e maior nível educacional. Segundo Benson, essas avaliações deixaram de considerar adequadamente o papel do próprio casamento no fortalecimento do compromisso entre os parceiros.

Utilizando dados do Estudo de Coorte do Milênio, que acompanha crianças nascidas entre 2000 e 2002 no Reino Unido, o pesquisador analisou mais de 3.300 casais durante 14 anos. O levantamento considerou 27 fatores relacionados à vida dos participantes, incluindo renda, moradia, religião, escolaridade e hábitos pessoais.

Os resultados indicaram que casais que se casaram antes do nascimento do primeiro filho apresentaram menor índice de separação. Após 14 anos, a taxa de rompimento entre pais que nunca haviam se casado chegou a 45%, enquanto entre aqueles que oficializaram a união antes da chegada dos filhos ficou em 26%. O estudo também apontou que mesmo casamentos realizados durante a gravidez ou após o nascimento da criança apresentaram maior estabilidade do que relacionamentos em que os pais permaneceram apenas como companheiros.

Segundo o relatório, durante os primeiros anos da parentalidade, casais que conviviam sem casamento tiveram taxas anuais de separação superiores (4,1%) às observadas entre casais formalmente casados (2,5% a 2,7%). Para Benson, os dados indicam que o casamento pode funcionar como um elemento que reforça o compromisso de longo prazo.

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A pesquisa usa teorias psicológicas para explicar os resultados, incluindo a ideia de que o casamento fortalece a dedicação entre os parceiros ao criar compromissos públicos e sociais, além de aumentar a disposição para superar dificuldades no relacionamento. O relatório também destaca que o número de nascimentos fora do casamento cresceu significativamente desde os anos 1960, enquanto a instabilidade familiar passou a ser mais frequente entre casais que vivem juntos sem oficializar a união.

Com base nas conclusões, os autores defendem que políticas públicas consideradas neutras em relação ao casamento podem gerar impactos diferentes na prática. O documento recomenda medidas para reduzir obstáculos sociais e financeiros ao casamento e ampliar o apoio a casais, especialmente os de menor renda.

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Fonte original

PHS GOSPEL

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