Ed René revela como a falta do pai marcou sua fé

Ed René revela como a falta do pai marcou sua fé


Com a proximidade do Dia dos Pais, teólogo reflete sobre impacto da ausência paterna em sua vida

Por Cristiano Stefanoni

Com a aproximação do Dia dos Pais, celebrado no segundo domingo de agosto, histórias sobre a importância da figura paterna ganham espaço. Mas, para muitas pessoas, a data também desperta lembranças marcadas pela ausência. Foi sobre essa realidade que o teólogo, conferencista e escritor Ed René Kivitz falou em um dos momentos mais pessoais de sua participação no podcast Canal Capler, apresentado por Rodolfo Capler.

Questionado sobre como a ausência do pai o marcou ao longo da vida, Kivitz respondeu que sequer consegue dimensionar o impacto por não ter uma experiência de comparação. “Não fui um menino que teve pai e depois perdeu o pai. Eu nunca tive pai. Acho que eu sou fruto de uma ausência”, conta.

– Continua após a publicidade –

Ao refletir sobre a infância, o teólogo explica que essa falta acabou influenciando profundamente sua maneira de enfrentar a vida. Sem a referência de um pai presente, ele acredita que aprendeu desde cedo a desenvolver autonomia. “Você crescer sem um pai é como se tivesse que se virar. É crescer sem depender de alguém”, afirma.

Apesar de reconhecer o cuidado recebido por outras pessoas ao longo da vida, Kivitz faz questão de ressaltar que a ausência paterna deixou marcas permanentes. “Não quero ser indelicado e ingrato com todas as pessoas que me cuidaram e educaram. Mas você crescer sem um pai é como se você tivesse que se virar”, enfaiza.

Segundo Ed René, essa experiência não influenciou apenas sua formação pessoal. Ela também repercutiu diretamente em sua forma de compreender Deus e desenvolver seu pensamento teológico. “Acho que isso marca muito a minha história, minha teologia, minha espiritualidade”, diz.

Ele explica que nunca conseguiu construir uma espiritualidade baseada na imagem de um “Papai do Céu” cuidador, justamente por não possuir essa referência em sua própria história. “Não tenho uma abordagem teológica pastoral no sentido de me relacionar com o Papai do Céu. Não tenho essa referência de um Papai cuidador”, enfatiza.

– Continua após a publicidade –

Em vez disso, sua relação com Deus foi construída a partir da perspectiva de um filho adulto: “A experiência espiritual que tenho é muito mais uma experiência de um filho adulto com o seu pai, não o filho menino, o filho criança.”

Ao explicar como essa vivência influenciou seu ministério pastoral, Kivitz afirma que sua mensagem sempre enfatiza a responsabilidade pessoal diante da vida. “Acho que muito da minha pastoral, da minha própria teologia tem a ver com esta responsabilização pela vida”, diz.

Para ele, a maturidade espiritual passa pela compreensão de que cada pessoa precisa assumir o próprio caminho. “Não espere pelo seu papai para resolver. Responsabilize-se por você, pela sua história. Inclusive, é isso que acredito que Deus espera de nós. Deus espera de nós que nós nos responsabilizemos pelo mundo que ele deixou na nossa mão. Ele espera de nós que nós sejamos filhos adultos”, copmpara.

O teólogo reconhece que sua interpretação talvez esteja mais próxima de uma leitura psicológica do que propriamente de uma formulação teológica. “Eu acho que isso tudo tem muito a ver com a minha orfandade, mas isso talvez seja uma resposta muito mais própria para uma análise, para uma conversa freudiana do que teológica, mas é o que me ocorre agora”, conclui.

– Continua após a publicidade –

Acesse agora a Loja Podicas no Mercado Livre e descubra produtos incríveis para o dia a dia.

Fonte original

PHS GOSPEL

A Rádio PHS Gospel nasceu na internet em 02 de maio de 2012, com o propósito de evangelizar por meio da música gospel e levar a Palavra de Deus a pessoas de todo o Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *