Nova York quer apagar ‘mãe’ e ‘pai’ na lei
Como a mudança na linguagem familiar reflete uma agenda ideológica
Movimentos políticos sempre compreenderam que a linguagem molda a cultura. Desde a Revolução Francesa até os movimentos marxistas na Europa e regimes comunistas na Ásia, líderes ideológicos buscaram avançar suas agendas não apenas pelo poder político, mas também por meio da transformação linguística.
Ao redefinir termos familiares, valorizar expressões preferidas e marginalizar a linguagem tradicional, eles tentam remodelar a compreensão pública da própria realidade. Como George Orwell observou com clareza, a corrupção da linguagem frequentemente antecede a corrupção do pensamento.
O exemplo mais recente do marxismo cultural que tomou conta de estados democratas como Nova York é o projeto de lei S.9316, aguardando a assinatura da governadora Kathy Hochul (D). Seus apoiadores o descrevem como uma medida que realiza revisões técnicas na legislação familiar do estado. No entanto, o impacto vai muito além disso, levantando uma questão fundamental: o que acontece quando a ideologia substitui a realidade?
Alterações na linguagem e seus impactos
O projeto é oficialmente apresentado como a substituição dos termos “paternidade” e “filiação” por “parentalidade” em toda a legislação estadual. Mas uma das mudanças mais significativas é a substituição das palavras “mãe” por “pai gestante” e “pai” por “pai não gestante”. Por enquanto, essa alteração se limita aos textos legais estaduais, não afetando, por exemplo, os cartões do Dia dos Pais que você comprou.
Se a governadora Hochul sancionar essa lei, diversos termos parentais específicos de gênero serão substituídos por uma linguagem que seus defensores classificam como neutra em relação ao gênero. Entre essas mudanças, está a substituição dos termos tradicionais por expressões que buscam eliminar distinções biológicas evidentes.
Como a história demonstra repetidamente, a linguagem importa. A questão não é se as palavras moldam a cultura, mas quem define essas palavras. Substituir “mãe” e “pai” por “pai gestante” e “pai não gestante” é apenas uma modernização técnica da terminologia legal ou representa mais um passo na tentativa da esquerda de apagar a compreensão do design divino para a humanidade?
Verdade e integridade na linguagem
A verdade importa em nossas leis? A precisão é essencial? Sem dúvida. O apóstolo Tiago escreveu: “Acima de tudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu nem pela terra nem por qualquer outro juramento. Mas seja o ‘sim’, sim, e o ‘não’, não, para que vocês não caiam em condenação” (Tiago 5:12).
Esse alerta de Tiago não se limita aos juramentos, mas enfatiza a importância da veracidade, da confiabilidade e da integridade na fala. As palavras importam porque a verdade importa. Como seguidores de Cristo, não podemos compactuar com o ataque ideológico à verdade, mesmo quando ele vem disfarçado de inclusão, modernização ou progresso.
Os marxistas culturais da atualidade compreendem o que revolucionários ao longo da história entenderam: se você consegue redefinir as palavras, pode remodelar o pensamento; se remodelar o pensamento, pode transformar a cultura. Por isso, a linguagem é sempre um dos primeiros campos de batalha em uma revolução cultural. E é por isso que termos como maternidade e paternidade precisam ser substituídos por expressões frias e mecanicistas, que destroem tanto o significado quanto o propósito.
Em última análise, não se trata apenas de um ataque às palavras. É um ataque a um dos últimos grandes pilares que se opõem à visão distorcida para a sociedade: a família tal como Deus a criou. Os marxistas culturais de hoje pavimentam o caminho para sua agenda política enfraquecendo uma das instituições centrais estabelecidas por Deus para o florescimento humano. Quando uma cultura não consegue mais falar a verdade sobre mães e pais, está a um passo de esquecer o que eles realmente são. (Com informações de Tony Perkins – Christianpost)
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