Tensão diária aumenta risco de infarto – Comunhão

Tensão diária aumenta risco de infarto – Comunhão


Pressões constantes elevam hormônios do estresse e impactam diretamente o sistema cardiovascular podendo provocar o infarto

Por Patrícia Esteves

A exposição contínua ao estresse tem se consolidado como um dos principais fatores silenciosos de risco para doenças cardiovasculares. No Brasil, problemas no coração seguem como a principal causa de morte, respondendo por cerca de 400 mil óbitos por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Estudos clínicos e epidemiológicos indicam que a tensão crônica, comum na rotina urbana, profissional e emocional, atua diretamente sobre mecanismos fisiológicos que favorecem infarto e acidente vascular cerebral.

Do ponto de vista médico, o estresse não se restringe a um estado emocional. Trata-se de uma resposta biológica que mobiliza sistemas hormonais e neurológicos capazes de sobrecarregar o coração. “O estresse é fisiológico. Ele provoca alterações reais no organismo e age diretamente sobre o sistema cardiovascular”, explica o médico Adriano Faustino, especialista em metabologia e medicina funcional e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML).

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Como o corpo reage à pressão constante

Situações prolongadas de alerta ativam o sistema nervoso simpático, responsável pela liberação de hormônios como cortisol e adrenalina. Esse processo eleva a pressão arterial, aumenta a frequência cardíaca e favorece processos inflamatórios. Com o tempo, essas alterações comprometem o endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos, facilitando a formação de placas que podem levar à obstrução das artérias coronárias. “O coração não foi projetado para funcionar em estado de emergência permanente”, alerta Faustino.

Efeitos cumulativos e gatilhos agudos

Segundo o especialista, o impacto do estresse sobre o coração ocorre de duas formas. A primeira é a reatividade crônica, quando a exposição contínua aos hormônios do estresse desgasta progressivamente o sistema cardiovascular, favorecendo inflamação, resistência à insulina e disfunções metabólicas. “O corpo não responde a discursos, responde a descargas químicas constantes”, observa.

Doutor Adriano Faustino, médico autor do livro Cientificamente Divino – Foto: Arquivo Pessoal

A segunda envolve episódios agudos de estresse intenso, como choques emocionais, lutos ou crises súbitas, que podem funcionar como gatilho para infartos, especialmente em pessoas que já apresentam fragilidade nas artérias. “Muitos eventos cardíacos acontecem após uma sobrecarga emocional porque o organismo já vinha sendo pressionado há anos”, afirma.

Risco subestimado

Pesquisas internacionais associam níveis elevados de estresse a um aumento significativo do risco de infarto e AVC. Além disso, pacientes que mantêm altos índices de estresse após um evento cardíaco apresentam maior probabilidade de reincidência. “O coração não falha de repente. Ele se desgasta sob pressão constante até ultrapassar o próprio limite”, resume Faustino.

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Prevenção além do discurso

Especialistas alertam que normalizar o estresse como parte inevitável da vida moderna é um erro perigoso. Medidas como atividade física regular, sono adequado, manejo emocional, apoio psicológico e pausas reais na rotina são fundamentais para reduzir a sobrecarga hormonal. “O corpo sempre avisa antes do colapso. Ignorar esses sinais tem um custo alto”, conclui o médico.

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Fonte original

PHS GOSPEL

A Rádio PHS Gospel nasceu na internet em 02 de maio de 2012, com o propósito de evangelizar por meio da música gospel e levar a Palavra de Deus a pessoas de todo o Brasil.

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