resgate o verdadeiro sentido da comunhão!

Entenda as raízes bíblicas e históricas do banquete que celebra a encarnação de Cristo e a união entre os irmãos
Por Nádia Mello
Mais do que uma reunião familiar, a ceia de Natal representa a presença de Cristo entre aqueles que se reúnem em Seu nome. Para os cristãos, é a oportunidade de reviver o nascimento de Jesus, reconhecendo-O como o Salvador que trouxe esperança. Mas quais são as raízes dessa tradição?
Diferente do que muitos historiadores alegam sobre uma origem pagã, o teólogo Edson Cortesia Sardinha afirma que a celebração cristã se espalhou a partir de Roma sem relação com o solstício de inverno.
Segundo ele, Hipólito Romano, cristão influente na Igreja Primitiva, elaborou um calendário litúrgico que já previa a data. A celebração ocorreria nove meses após o Dia da Anunciação (25 de março). “A partir daí, a Igreja passou a celebrar o nascimento de Jesus em 25 de dezembro”, explica Sardinha.
Ele reforça que o Cristianismo recebeu influência das celebrações judaicas, que tradicionalmente ocorrem com ceias, como a Páscoa. “Todas as celebrações litúrgicas, por possuírem origem judaica, são acompanhadas de refeições. É também uma forma de agradecer a provisão de Deus”, diz o teólogo.
Deus Conosco

Ronan Boechat de Amorim, teólogo e pastor metodista, acredita que a essência da celebração é a encarnação. “O Natal é a festa ao verdadeiro Deus, do Deus revelado em Jesus, que transforma vidas e realidades até os tempos atuais”, afirma.
Para ele, entre o pão e o vinho, a ceia é um gesto de fé: “A tradição sempre esteve relacionada ao nascimento do menino Jesus, momento em que o divino se fez humano. Deus conosco”.
Embora a ceia natalina difira da Santa Ceia, ambas possuem profunda comunhão. Sardinha destaca que o pão representa o corpo de Cristo e o compartilhar, enquanto o vinho simboliza a nova aliança. Ele também valoriza símbolos como o presépio e a árvore.
“O presépio nos remete à humildade de Jesus em uma manjedoura, mostrando o valor da simplicidade”, pontua. Sobre a árvore, explica ser uma tradição protestante alemã para celebrar a luz de Deus.
O Desafio da Secularização
No século XIX, o Natal ganhou um caráter comercial que, para muitos, descaracteriza sua essência. O pastor Ronan Boechat observa que o uso da figura de São Nicolau, transformada em Papai Noel pelo comércio, desvia a mensagem central. “Lamentavelmente, isso acaba tirando o sentido tanto do Natal quanto da ceia”, comenta.
Contudo, ele pondera que trocas de presentes e variações culturais não anulam o Evangelho. “O Evangelho se faz carne em cada povo e tempo, purificando o que é mau e valorizando o que é bom”, conclui Boechat.
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