Pais americanos não oram com crianças

Relatório revela que rotina espiritual dentro de casa ainda é rara nos EUA, apesar do interesse crescente dos pais pela fé cristã
Por Patrícia Scott
Um levantamento divulgado, recentemente, pela Sociedade Bíblica Americana mostrou que a prática de oração entre pais e filhos ainda é incomum nos lares dos Estados Unidos. O estudo, que integra o relatório “Estado da Bíblia: EUA 2026”, identificou que menos de um terço dos pais costuma orar regularmente com as crianças, mesmo entre aqueles que demonstram interesse pela espiritualidade e pela Bíblia.
Segundo os dados, apenas 29% dos pais disseram orar com os filhos de forma constante — sendo 16% diariamente e 13% frequentemente. Em contrapartida, 35% admitiram não manter qualquer rotina de oração em casa. O estudo também revelou que a leitura bíblica em família acontece ainda menos: somente 14% afirmaram ler as Escrituras com os filhos regularmente.
Para John Farquhar Plake, diretor de inovação da entidade responsável pelo relatório, existe uma distância entre o interesse espiritual e a prática cotidiana. “Muitos pais demonstram abertura para a Bíblia, mas ainda não conseguem transformar essa curiosidade em um compromisso consistente”, afirmou.
Plake ressaltou que a sobrecarga da vida moderna tem influenciado diretamente esse cenário. “As pressões profissionais, as demandas familiares e o desgaste emocional da criação dos filhos acabam consumindo boa parte da energia dessas famílias”, acrescentou.
Entre os chamados cristãos praticantes — pessoas que frequentam a igreja regularmente e consideram a fé essencial em suas vidas — os números são mais expressivos. Nesse grupo, 72% afirmaram orar com os filhos frequentemente ou todos os dias, enquanto 45% disseram manter uma rotina de leitura bíblica em família. O estudo também apontou que a maioria das crianças de famílias cristãs gosta de participar das atividades da igreja, embora o entusiasmo diminua conforme avançam para a adolescência.
Outro dado destacado pela pesquisa foi a diferença entre pais e adultos sem filhos na identificação com a fé cristã, especialmente entre os mais jovens. Entre integrantes da Geração Z, 62% dos pais disseram se considerar cristãos, contra 44% daqueles que não têm filhos. Já entre os Millennials, os números ficaram em 64% entre pais e 49% entre adultos sem filhos.
Para Plake, as igrejas têm um papel importante nesse contexto. “Os pais carregam responsabilidades enormes e precisam ser fortalecidos pela comunidade cristã para desenvolver hábitos saudáveis de oração e discipulado dentro de casa”, concluiu.
A pesquisa ouviu 2.649 adultos americanos entre os dias 8 e 27 de janeiro. O objetivo dos pesquisadores foi analisar os hábitos relacionados à fé no contexto familiar. Com informações The Cristian Post
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