Mulheres casadas e com filhos são mais felizes, aponta estudo – Comunhão

Pesquisa de Bem-Estar Feminino mostra que mães casadas são quase o dobro de propensas a se declararem “muito felizes”, em comparação com mulheres sem filhos e solteiras
Por Patrícia Esteves
Ao mesmo tempo em que a imprensa secular insiste que mulheres solteiras e sem filhos têm uma vida plena e livre de responsabilidades, um levantamento recente conduzido pelo Instituto de Estudos da Família (IFS), em parceria com o Wheatley Institute, revela outra perspectiva. Realizada entre 1.º e 12 de março com 3.000 mulheres norte americanas de 25 a 55 anos, a Pesquisa de Bem-Estar Feminino mostra que mães casadas são quase o dobro de propensas a se declararem “muito felizes”, em comparação com mulheres sem filhos e solteiras.
Quase metade das mães casadas (47 %) e 43 % das mulheres casadas sem filhos disseram que a vida é agradável na maior parte ou em todo o tempo, números superiores aos 40 % das mães solteiras e 34 % das mulheres solteiras sem filhos. O estudo também evidenciou que apenas 11 % das mães casadas e 9 % das casadas sem filhos se sentem solitárias com frequência, enquanto 23 % das mães solteiras e 20 % das solteiras sem filhos relatam essa sensação.
Afeto como linguagem visceral de cuidado
Um dos achados mais notáveis foi o papel do toque físico. Cerca de 47 % das mães casadas e 49 % das casadas sem filhos relataram altos níveis de afeto físico, frente a 23 % e 13 %, respectivamente, entre mães e mulheres solteiras. Da mesma forma, 58 % das casadas com filhos e 61 % das sem filhos afirmaram receber beijos e abraços com frequência, bem acima dos 36 % das mães solteiras e apenas 18 % das mulheres solteiras sem filhos.
Os pesquisadores observam que “o toque provoca a liberação de ocitocina no cérebro, promovendo relaxamento, aumentando a confiança e reduzindo o estresse, ao mesmo tempo em que diminui a resposta do sistema nervoso simpático ao estresse” e que sua ausência está associada à “solidão e isolamento”.
E seguem dizendo que “o toque mais frequente é, por si só, um indicador significativo de aumento da felicidade (…) Apenas 7 % das mulheres que relatam baixos níveis de toque estão muito felizes com suas vidas. Em contraste, 22 % das mulheres que relatam altos níveis de toque estão muito felizes”.
Propósito, engajamento e sugestões de encontro comunitário
Apesar dos desafios de conciliar maternidade e casamento, como mais estresse e menos tempo pessoal, o estudo reforça que “não há dúvidas de que o casamento e a maternidade estão ligados ao maior desenvolvimento feminino em muitas outras frentes”. E acrescenta: “o casamento molda e amplia a experiência da maternidade”.
“Mulheres casadas são mais propensas do que suas colegas solteiras a relatar sentir profunda conexão e significado em seus relacionamentos”, afirmam Jean Twenge, Jenet Erickson, Wendy Wang e Brad Wilcox.
“As representações da cultura pop, os fóruns online e as manchetes da mídia que afirmam que mulheres solteiras sem filhos são mais felizes do que mães casadas simplesmente não são verdadeiras… nosso estudo desafia narrativas culturais predominantes ao revelar que o casamento e a maternidade oferecem benefícios emocionais e sociais profundos”, reforça Jean Twenge.
Jenet Erickson observa que, embora “casar e ter filhos possa significar menos tempo com os amigos, casamento e filhos também estão associados a outros tipos de engajamento social, incluindo trabalho voluntário, frequência à igreja e conexões com a comunidade”.
“Esta é a primeira pesquisa a focar em toque, família e felicidade das mulheres, e descobrimos que não apenas as mulheres casadas relatam níveis significativamente mais elevados de contato físico, mas também que essa experiência de toque regular parece explicar por que elas são mais felizes. O toque real pode importar mais num mundo onde os estadunidenses contemporâneos passam muito tempo no mundo virtual”, destaca Brad Wilcox.
Um olhar bíblico coerente
No princípio, o lar foi idealizado como contexto de comunhão e cuidado mútuo. Em Gênesis, Adão expressa alegria ao reconhecer a mulher como ajudadora idônea (Gn 2:18). O afeto físico, como abraço, que comunica presença, acolhimento e amor, reflete o zelo paterno de Deus (Sl 103:13).
Na carta aos Hebreus, acredita-se que “consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb 10:24), sugerindo que o convívio relacional tem força transformadora. Nesse sentido, o toque como linguagem de cuidado ecoa os valores do evangelho, não como fim em si, mas como expressão de amor irmão, extensão do amor divino.
Mais do que números, essa pesquisa traz à luz aspectos profundos da experiência feminina como afeto, propósito, comunidade. Vislumbra-se uma felicidade não isenta de lutas, mas enraizada em vínculos que animam e fortalecem. Independentemente do estado civil, a questão que se coloca é como cultivar toques autênticos, significados profundos e pertencimento? Essa busca, afinal, pode revelar sobre nossa natureza e propósito e nos convidar a viver, nos relacionamentos, o melhor do que fomos criadas para ser.
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