Especialista explica como praticar a corrida com segurança – Comunhão

Três treinos moderados de 50 minutos, por semana, são recomendados para a maioria das pessoas
Por Patrícia Scott
Exercício físico requer disciplina, principalmente entre aqueles que são iniciantes. Para isso, muitas vezes, é preciso motivação. No entanto, é preciso compreender que os benefícios adquiridos são muitos. A corrida, por exemplo, pode proporcionar transformações significativas, tanto na saúde quanto no condicionamento físico. Para adotá-la como esporte preferido, é necessário se atentar a uma série de questões que podem otimizar o exercício e trazer a saúde desejada, segundo Tácio Santos, professor de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB).
“Não existem desvantagens associadas à corrida em si. Outras atividades podem oferecer melhores resultados para outros componentes da aptidão física, pontua Tácio, acrescentando que a principal preocupação é a prática inadequada, especialmente sem a orientação de um profissional de educação física. “Sem a devida orientação, a pessoa pode cometer erros quanto ao volume, intensidade, técnica e frequência dos exercícios, podendo levar a lesões ou estagnação nos resultados”.
Ele explica que o organismo possui dois grandes sistemas que sustentam todas as atividades físicas: o aparelho cardiorrespiratório e o aparelho musculoesquelético, sendo que o primeiro é o mais demandado na corrida, permitindo que, com ajustes de volume e intensidade, a corrida diária seja viável. “No entanto, treinos de alta intensidade repetidos diariamente podem reduzir a resposta imunológica, aumentando a vulnerabilidade a infecções do trato respiratório superior e causando sintomas como dor de garganta e coriza”.
Já o aparelho musculoesquelético, embora menos exigido na corrida em comparação à musculação, de acordo com Tácio, pode acumular fadiga e desgaste com treinos diários, levando a dores musculares e articulares ou até lesões. Sendo assim, um planejamento adequado, que inclui a variação de volume, intensidade e superfícies de treino, pode prevenir esses problemas. “Alternar entre correr em pista, rua, esteira ou em superfícies de menor impacto, como gramados, pode ajudar a evitar esses efeitos negativos”, pontua e emenda que é importante alongar antes de iniciar a corrida.
Ele lembra que a recomendação de várias entidades de saúde, incluindo organismos mundiais e nacionais, é organizar um programa de treinamento alternando dias de corrida. “Por exemplo, 150 minutos por semana podem ser divididos em três sessões de 50 minutos, em intensidade moderada (a pessoa consegue falar, mas não cantar), que pode ser medida por vários parâmetros, como a frequência cardíaca e a velocidade”.
Tácio observa que os cuidados básicos para quem deseja correr diariamente envolvem o controle de volume e intensidade dos treinos. “Para quem se exercita por conta própria, é recomendável seguir as orientações gerais: 150 minutos por semana, preferencialmente em três sessões moderadas de 50 minutos. Se possível, contar com a ajuda de um profissional de educação física, que pode fazer ajustes específicos ao caso individual”.
Além disso, é fundamental realizar teste de esforço anual, feito geralmente em uma esteira, aumentando progressivamente o esforço até a exaustão, que ajuda a identificar possíveis alterações cardiovasculares ou condições subjacentes, orienta o especialista. “Mesmo se detectado algum problema, é possível se exercitar com a orientação adequada. Esse teste fornece limites e níveis recomendados mais precisos do que as escalas subjetivas de esforço”.
Para manter uma rotina de corrida, de acordo com Tácio, assim como qualquer outra atividade física, é útil escolher horários, ambientes e companhias motivadoras. “Adotar estratégias que facilitam a formação do hábito e evitar situações que favoreçam a desistência também são pontos importantes”, comenta.
Acesse agora a Loja Podicas no Mercado Livre e descubra produtos incríveis para o dia a dia.






