Dallagnol vai a Brasília protocolar impeachment de Moraes

Dallagnol vai a Brasília protocolar impeachment de Moraes


O ex-deputado federal Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram a Brasília na manhã desta segunda-feira, 9 de março, para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os autores, a iniciativa traz fundamentos jurídicos inéditos em relação às representações anteriores.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Chiquini afirmou que o pedido se baseia em novos elementos obtidos no âmbito das investigações da Polícia Federal. “Agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal. Então o fundamento jurídico é novo, com indícios claríssimos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça”, declarou .

Dallagnol complementou que o documento não se refere apenas a supostos abusos de autoridade, mas a possíveis crimes. “Agora vai muito além de abusos, agora estamos falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação, de organização criminosa”, afirmou.

Nas redes sociaisele também comentou:  “O motivo é simples: ninguém está acima da lei. Moraes precisa ser investigado e dar explicações sérias sobre seu envolvimento nos escândalos ligados ao Banco Master. Mensagens reveladas levantam dúvidas graves sobre contatos, contratos milionários e possível interferência em investigações.”

Contrato entre escritório da esposa de Moraes e Banco Master

O pedido de impeachment menciona questionamentos relativos ao contrato firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o Banco Master, instituição do banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso no âmbito da Operação Compliance Zero .

De acordo com investigações da Polícia Federal, o contrato previa remuneração mensal de R$ 3,6 milhões ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, totalizando aproximadamente R$ 129 milhões ao longo de 36 meses, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o banco foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central .

Dallagnol questionou a natureza da contraprestação: “A questão é: qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, disse, acrescentando que haveria também indícios de interferência em investigações .

Esclarecimentos do escritório de Viviane Barci

Na mesma data, o escritório de Viviane Barci divulgou uma nota pública detalhando os serviços prestados ao Banco Master. Segundo o comunicado, a contratação envolveu uma equipe de 15 advogados e a coordenação de outros três escritórios especializados em consultoria .

O documento informa que, ao longo da vigência do contrato, foram realizadas 94 reuniões de trabalho, sendo 79 presenciais na sede do banco, além da produção de 36 pareceres e opiniões legais sobre temas como aspectos previdenciários, contratuais, trabalhistas, regulatórios, compliance, proteção de dados e crédito .

A nota enfatiza que o escritório “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF)” e que os serviços prestados limitaram-se a consultoria e atuação jurídica em outras esferas .

Contexto das investigações

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na última quarta-feira (4) em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa” .

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, que assumiu a relatoria do caso no mês passado. Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025 ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular, sendo transferido posteriormente para a Penitenciária Federal de Brasília .

As investigações revelaram que Vorcaro mantinha uma estrutura paralela apelidada de “A Turma”, utilizada para monitorar desafetos, obter informações sigilosas e planejar ações de intimidação contra críticos do esquema .

Mensagens atribuídas a Moraes

Na sexta-feira (6), reportagem do blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, trouxe prints de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro enviadas ao número de celular do ministro Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes da primeira prisão do banqueiro .

Em nota, a comunicação do STF divulgou que o ministro nega ter sido o destinatário das mensagens. Moraes também afirmou desconhecer o teor das comunicações, que teriam sido enviadas em formato de visualização única, que apaga o conteúdo após a leitura .

Manifestação da defesa de Vorcaro

A defesa de Daniel Vorcaro informou que “solicitou ao Supremo Tribunal Federal a instauração de investigação para apurar a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos no curso da investigação” .

Os advogados também manifestaram “surpresa e indignação” com a divulgação de fotos do banqueiro dentro da unidade prisional, afirmando que “parece não haver limites para o vazamento de informações com o objetivo de expor, desgastar e humilhar o cliente” .

Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre o novo pedido de impeachment protocolado por Dallagnol e Chiquini.

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Fonte original

PHS GOSPEL

A Rádio PHS Gospel nasceu na internet em 02 de maio de 2012, com o propósito de evangelizar por meio da música gospel e levar a Palavra de Deus a pessoas de todo o Brasil.

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