A igreja ainda resiste à cultura urbana?

A igreja ainda resiste à cultura urbana?


Cantor defende que ritmos populares podem servir ao Reino quando passam pelo filtro da Bíblia

Por Karina Garcia

Funk, trap e samba podem ser usados para falar de Jesus ou existem limites que a igreja não deveria ultrapassar? A discussão voltou ao centro do debate após declarações do cantor Silas Magalhães, que defende o uso de ritmos populares como ferramenta para alcançar pessoas, inclusive fora do ambiente da igreja.

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Porém, o cantor acredita que a discussão sobre ritmos dentro da igreja vai muito além de gosto musical. Para o cantor, a resistência ao funk, trap e outros estilos urbanos revela uma questão maior sobre como a igreja tem lidado com a cultura e com novas formas de evangelização.

Durante entrevista ao Comunhão Entrevista, o artista afirmou que muitos dos questionamentos que recebe não estão ligados à mensagem das canções, mas ao formato usado para transmiti-la. “Se a gente não fala de Jesus através desse ritmo, desse estilo, é o Reino que vai perder”, afirmou.

Silas contou que enfrentou resistência desde que passou a investir na música urbana. Segundo ele, o preconceito muitas vezes nasce da associação automática entre determinados estilos e conteúdos considerados incompatíveis com o cristianismo.

“O funk não vai deixar de existir. Está na escola, nas faculdades, nas festas. Então por que não usar isso para falar de Jesus?”, questionou.

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A discussão não é nova. Durante décadas, diversos estilos enfrentaram rejeição dentro do meio evangélico. O rock cristão sofreu críticas nos anos 1980. O gospel contemporâneo recebeu resistência nos anos 1990. Mais tarde, ritmos como rap e hip hop também enfrentaram desconfiança antes de serem incorporados por parte das igrejas.

Na Bíblia, a diversidade de instrumentos aparece como expressão legítima de adoração. O Salmo 150 faz uma convocação ampla ao louvor.
“Louvai-o com tamborins e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e flautas.”

Assista à entrevista completa com Silas Magalhães no Comunhão Entrevista::

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Para Silas, a questão central não está no ritmo, mas no conteúdo.
“Eu componho de Bíblia aberta. Não coloco algo que vem só da minha cabeça. Minha intenção é levar a Palavra para lugares onde talvez um louvor congregacional não vá chegar.”

Ele também cita Colossenses 2:9-10 ao defender que Cristo está acima de toda autoridade e que nenhuma estrutura cultural pode se sobrepor ao nome de Jesus.

Especialistas em missiologia, como o pesquisador Paul G. Hiebert, costumam usar o conceito de contextualização para explicar esse processo. A estratégia consiste em comunicar a mensagem cristã dentro da realidade cultural das pessoas, sem alterar a essência do Evangelho.

Na prática, isso já aconteceu em diferentes períodos da história da igreja. Missionários traduziram a Bíblia para idiomas locais, adaptaram formas de comunicação e utilizaram elementos culturais para tornar a mensagem acessível a diferentes povos.

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Para Silas, a música urbana ocupa hoje esse papel de ponte.
“Já recebi testemunhos de pessoas que disseram que a minha música foi o primeiro contato delas com o Evangelho. Isso aumenta a responsabilidade, porque muita gente vai conhecer Jesus através do meu som.”

A discussão segue dividindo opiniões dentro das igrejas, mas o desafio está em discernir onde termina a adaptação cultural e onde começa a descaracterização da mensagem cristã.

Se uma música baseada na Bíblia tocar alguém que jamais pisaria em uma igreja, o ritmo ainda seria um problema? O que pesa mais para você: o ritmo ou a mensagem? Conta para a gente o que você pensa nas redes sociais do Comunhão.

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Fonte original

PHS GOSPEL

A Rádio PHS Gospel nasceu na internet em 02 de maio de 2012, com o propósito de evangelizar por meio da música gospel e levar a Palavra de Deus a pessoas de todo o Brasil.

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