Erdogan reitera hostilidade a Israel

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, fez novas declarações críticas a Israel e ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante participação na Conferência Internacional de Partidos Políticos da Ásia (ICAPP), realizada em Istambul no fim de semana.
Em discurso direcionado à ala feminina do evento, Erdoğan voltou a classificar Israel como uma entidade “genocida” e afirmou que Netanyahu estaria “cego de sangue e ódio”. Ele também comparou as ações do governo israelense às políticas de Adolf Hitler.
Ao abordar o conflito na Faixa de Gaza, o presidente turco declarou que “a grande maioria dos mais de 72.000 civis brutalmente assassinados por Israel em Gaza eram mulheres e crianças”. Os dados mencionados por Erdoğan têm como base estimativas do Ministério da Saúde de Gaza, que não distingue, em seus relatórios, entre civis e combatentes nem entre causas diretas e indiretas de morte.
Análises independentes desses números indicam divergências nos dados e apontam que cerca de metade das vítimas seriam homens, muitos em idade de combate.
Erdoğan também mencionou ações militares no Líbano, afirmando: “No dia em que o cessar-fogo foi declarado, Israel assassinou brutalmente 254 libaneses. Essa rede genocida, cegada pelo sangue e pelo ódio, continua matando crianças inocentes, mulheres e civis, desconsiderando todos os valores humanos e ignorando todas as regras e princípios”.
O presidente turco criticou ainda uma legislação israelense sobre pena de morte para crimes de terrorismo, afirmando que a medida seria aplicada apenas a prisioneiros palestinos. Ele classificou a política como “apartheid” e questionou: “existe alguma diferença fundamental entre as políticas monstruosas de Hitler em relação aos judeus e a decisão tomada pelo parlamento israelense?”.
As declarações ocorrem em meio a informações de que promotores turcos buscam penas que somariam cerca de 4.600 anos de prisão contra 35 autoridades israelenses, incluindo Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, relacionadas à interceptação da flotilha “Sumud”, prevista para outubro de 2025.
Na noite de sábado, Netanyahu respondeu às declarações por meio das redes sociais. “Israel, sob minha liderança, continuará a lutar contra o regime terrorista do Irã e seus representantes, ao contrário de Erdogan, que os tolera e massacrou seus próprios cidadãos curdos”, afirmou.
No domingo, Erdoğan voltou a comentar o tema e mencionou a possibilidade de confronto militar. “Precisamos ser fortes para impedir que Israel faça isso com a Palestina”, declarou a jornalistas. Segundo o O Posto Cristãoele acrescentou: “Assim como entramos em Karabakh, assim como entramos na Líbia, faremos o mesmo com eles. Não há nada que nos impeça de fazê-lo. Precisamos apenas ser fortes para que possamos dar esses passos. Não há razão para não o fazermos”.
As declarações foram respondidas por Amichai Eliyahu, ministro do Patrimônio de Israel, também por meio das redes sociais. “A Turquia, que conquistou o Chipre do Norte e controla territórios curdos no leste, ousa nos dar lições de moralidade”, escreveu.
Eliyahu também afirmou: “A Turquia, que construiu sua economia sobre o Genocídio Armênio, ousa nos acusar de genocídio”. Em outra publicação, acrescentou: “Sempre, após cada ‘julgamento’, voltamos mais fortes”.
O ministro declarou ainda que pretende solicitar ao Ministério das Relações Exteriores e ao governo israelense o fechamento da embaixada e do consulado turcos.
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