Graham rebate papa sobre orações e guerras: ‘Deus toma partido’

O pastor Franklin Graham comentou declarações do papa Leão XIV sobre guerra e fé, durante entrevista ao programa Piers Morgan sem censura. O pontífice havia afirmado, em homilia do Domingo de Ramos, que Deus rejeita as orações daqueles que promovem conflitos armados, citando o Livro de Isaías.
Graham discordou da afirmação e recorreu ao exemplo do Rei Davi, destacando que, segundo a narrativa bíblica, Davi orava antes das batalhas e teria recebido direção divina. Para o evangelista, existem situações em que o uso da força pode ser justificado, citando a Segunda Guerra Mundial como exemplo de guerra considerada necessária.
Ele também mencionou o cenário atual no Oriente Médio, classificando o governo do Irã como uma ameaça global e defendendo a possibilidade de mudanças políticas no país. Ainda assim, afirmou que prefere a paz, mas considera legítimo enfrentar o que entende como forças malignas.
Divergências teológicas e políticas
Ao responder diretamente às falas do papa, Graham afirmou ter uma perspectiva diferente, ressaltando que Deus, no contexto bíblico, não rejeitou as orações de Davi. Segundo ele, a interpretação do pontífice pode estar ligada a uma leitura contemporânea do tema.
Durante o mesmo programa, o ex-presidente interino de Israel Avraham Burg contestou a interpretação de Graham. Burg argumentou que, apesar de Davi ter sido um guerreiro, ele foi impedido de construir o templo por causa do sangue derramado, conforme relatado em 1 Crônicas. Para ele, esse ponto reforça a ideia de que a violência não se alinha com a construção de uma espiritualidade voltada à paz.
Burg também criticou a mistura entre religião e política internacional, alertando contra o uso de crenças religiosas para justificar conflitos contemporâneos. Ele defendeu a separação entre expectativas escatológicas e decisões políticas, destacando os impactos reais das guerras sobre populações civis.
Israel e profecias
Graham também abordou o tema do sionismo cristão, afirmando que não há base bíblica para a ideia de que o retorno de Jesus depende da reunião dos judeus em Israel. No entanto, declarou acreditar que a criação do Estado de Israel em 1948 representa o cumprimento de promessas feitas a Abraão no livro de Gênesis.
Ele ressaltou que o governo israelense é laico e não necessariamente representa uma ação divina direta, embora veja relevância espiritual no contexto histórico do país.
De acordo com o O Posto Cristãoas falas de Graham refletem posicionamentos que ele já havia expressado anteriormente, inclusive em uma oração pública nos Estados Unidos, na qual comparou o contexto atual do Irã com episódios narrados no livro de Ester. Na ocasião, também fez menções ao papel do presidente Donald Trump no cenário internacional.
O debate ocorre em meio à intensificação de conflitos no Oriente Médio e levanta discussões sobre o papel da religião em decisões políticas e militares. Ao mesmo tempo, declarações de líderes religiosos e políticos têm ampliado o diálogo — e as divergências — sobre como fé e guerra devem se relacionar no mundo contemporâneo.
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